Boêmios no divã

“De repente, no meio dessa desarrumação feroz da vida urbana, dá na gente um sonho de simplicidade. Precisamos de uma casa, comida, uma simples mulher, que mais? Que se possa andar limpo e não ter fome, nem sede, nem frio. Mas por que, para que, essa eterna curiosidade, essa fome de outros corpos e outras almas?"

Nome: Rubão
Local: Belo Horizonte, Minas Gerais, Brazil

Errante, publicitário, jornalista.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Fraqueza

Ai. Que vontade de tomar uma cerveja bem gelada! AAHHH!

30º em BH: a secura tá tanta nesses tempos bicudos que ando até confundindo slogans e lugares-comuns em prol do Líquido Dourado Gelado Expansor da Inteligência.

Alívio refrescante. Energia que dá gosto. Um raro prazer. As amarelinhas. As legítimas. Quem toma uma pede bis. Imagem é nada, sede é tudo. Abuse, use. Se é Brahma, é bom. Abra a boca, é Skol. Você conhece, você confia. Desperta o tigre em você. Do jeito que tem que ser. Terrível contra os insetos; contra os insetos. O sol na medida certa. Sempre cabe mais um. O primeiro gole a gente nunca esquece. Gostoso é viver. Essa é a real. 1001 utilidades. Vale por um bifinho. O sucesso. Desce macio e reanima. Venha para onde está o sabor. É gostoso e faz bem.

Tomar cerveja em casa é bom. Mas há dias - dias, não; tardes - há tardes amareladas, pardacentas, pachorrentas, calorentas, modorrentas que pedem um botequim. Você no botequim, sentado, proletário com a sua cota semanal de exploração paga, cumpridor, merecedor, com aquele sol se esvaindo devagar beijando de leve o seu rosto, tirando o time de campo pra ceder lugar às primeiras estrelinhas da noite e seu indubitável frescor.

A questão é: como tomar uma gelada sem culpa e sem multa na volta pra casa?

O desafio é a nossa energia!!!

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