Boêmios no divã
“De repente, no meio dessa desarrumação feroz da vida urbana, dá na gente um sonho de simplicidade. Precisamos de uma casa, comida, uma simples mulher, que mais? Que se possa andar limpo e não ter fome, nem sede, nem frio. Mas por que, para que, essa eterna curiosidade, essa fome de outros corpos e outras almas?"
Quem sou eu
- Nome: Rubão
- Local: Belo Horizonte, Minas Gerais, Brazil
Errante, publicitário, jornalista.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Tarde demais

Rivais

Em uma cena de Caos Calmo, dois executivos - um italiano e um francês - almoçam em uma praça de Roma. O francês elogia a comida, mas o dono do restaurante - que estava mais para uma pequena lanchonete, no máximo uma cantina modesta - recebe do seu compatriota uma admoestação (naquele comedimento, aquela fleuma tão própria dos italianos): o brócolis não precisava de queijo. Havia ingredientes demais no prato.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Toca Jorge
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Foi horrível
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Então fica assim
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Morte súbita
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Rapazes, aderi
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Reticência
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Gratidão

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Películas Políticas
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Não comerei da alface a verde pétala
Provarei as pastagens que servem às manadas
E a quem maior aprouver fazer dieta.
Cajus hei de só olhar, mangas-espadas
Talvez calóricas demais para o cronista.
Pães e massas idem, estão fora da lista
Resignarei-me ao cromo das saladas.
Ora, não nasci ruminante como os bois
Nem como os coelhos, roedor; mas aquiesci
à tal dieta: me passem um bife ou dois
E um ovo, e um queijo forte, e parati
E eu morrerei feliz, do coração
De ter vivido sem emagrecer em vão.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Dor de cotovelo
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Inté
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Nada com nada
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Ti-au

Laka, a Akita das minhas irmãs, se foi.
Entrou em coma e não pôde resistir mais.
Tadinha, descansou. A bichinha já vivia doente há anos, num estado de penúria que dava dó.
Mãe revela ainda que as manas, sensíveis que são, estão em prantos.
Compreendo o apego. Tive um vira-lata chamado Ludo. Era apaixonado pelo cachorro. Então ele ficou doente e eu adoeci junto. Durante dois dias, não fui à aula, não comi, não dormi, fiz nada. Só chorava. A situação era irremediável, porém ninguém foi forte o bastante para dizer a verdade a um menino de dez anos. Inventaram uma conversa fiada para me tapear e deram um jeito de tirar o bicho lá de casa, me apaziguando com o papo de que Ludo estava sendo tratado e se recuperando bem lá na roça.
Digo à mãe que foi melhor assim. Adultas, Ju e Nanda se recuperam. O sofrimento da Laka, que era de arrancar suspiro, acabou. E sorrio ao telefone: agora é só arranjar outro cachorro.
Exacerbada, ela própria sentida, rebate:
- Nada!, lá em casa nunca mais entra cachorro nenhum. Arrependimento!
- Foi você mesma quem comprou.
- Porque na época sua irmã tava
Uma pena. Mãe não consegue compreender que se fosse um pouco além da contrição presente, veria os inúmeros momentos de alegria compartilhada – e, por que não, dor e preocupação também - que a presença da Laka proporcionou em todos esses anos. Que foi ela a responsável direta por oferecer às manas a companhia e o apoio emocional que só um cachorro pode e sabe dar. E, acima de tudo, veria que ter colocado um cão em nossa família – mesmo contra seus princípios domésticos! – não foi a pior; foi a melhor coisa que ela fez.
Viver é isso, mãe.
