Boêmios no divã

“De repente, no meio dessa desarrumação feroz da vida urbana, dá na gente um sonho de simplicidade. Precisamos de uma casa, comida, uma simples mulher, que mais? Que se possa andar limpo e não ter fome, nem sede, nem frio. Mas por que, para que, essa eterna curiosidade, essa fome de outros corpos e outras almas?"

Nome: Rubão
Local: Belo Horizonte, Minas Gerais, Brazil

Errante, publicitário, jornalista.

Sexta-feira, 10 de Julho de 2009

Papai, eu quero me casar...

Juju Motoca, aka Pidum, aka Juliene, minha primeira irmã mais nova, rompe hoje a série invicta de irmãos solteiros ao atar laços com Rodrigo cunhadão: felicidades!



Os comparsas.



Entre nossos orgulhosos progenitores: Anthony Hopkins e Mamãe.

Quinta-feira, 9 de Julho de 2009

Picadeiro

Aliás: meu dia-a-dia é um circo. Só encontro analogias.

Posts, agora, só como homem-bala.

A piada é que não importa qual seja a performance: no fim, a gente continua sempre na lona.





Sei como se sente um equilibrista de pratos.

Quarta-feira, 8 de Julho de 2009

Last words

Não há nada como os acordes de Human Nature.

Ouvi-la é, para mim, regressar.

Meu bolinho proustiano.

Terça-feira, 7 de Julho de 2009

Para meu secto

Seguramente diria que meu interesse no tuíter será (será, visto que ainda não é) de ordem profissional.

Tipo, uma ferramenta para atingir um fim. Quando e se houver um cliente que demande algum tipo de promoção, divulgação e sei-lá-o-quê que se enquadram convenientemente no formato do microblog, belê. Ou pra não ficar de fora da onda - Mara!

Embora não entenda por completo como funciona o treco, creio existirem também utilidades jornalísticas diversas. Mesmo alguns telejornais e profissionais independentes já o exploram, salvo engano.

Enganos salvos então, não vejo como o tuíter pode se encaixar em minha vida. Sobretudo quando me deparo com briguinhas como essa.

Ah, vaidades. Quem não as tem?

Claro que percebo que, quanto mais seguidores o cabra tiver, mais o cabra começa a ter chance de explorar comercialmente sua fama e fazer din-din.

Ou seja, isso não é pra mim. Quem há de me seguir?

Ninguém em bom juízo, assevero. É bíblica a advertência: se um cego guiar outro cego, ambos cairão no barranco.

/ / /

Sinto às vezes que não falamos de uma ferramenta de comunicação. O tuíter soa como uma coisa tão-tão-tão disputinha para ver quem é mais popular, de gabolice de ginásio. Pior, de high school.

Essa história de transmutar a vida em números é meio traçoeira. Tipo a quantidade de "amigos" que a pessoa conserva no orkut. O número de garotas que já comeu. De caras para quem já deu. É um pouco triste.

Para os egos superdesenvolvidos, o tuíter me parece um termômetro a mais.

Enfim. Nem sempre a vaidade é confessável, mas escondê-la totalmente é impossível.

Ela deixa um rastro fácil de ser seguido.

Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

Serguei

Embora esteja meio por fora, o tal tuíter parece bombar.

Nisso, filei por aí pequena amostra do nosso roqueiro do pleistoceno, soltando seus acordes no tuíter. O cara é o máximo.

  • People, descobri que não tem coisa mais Rolling Stones na natureza do que um formigueiro. Tô maravilhado, quase flutuando!
  • O sol que me desculpe, mas hj os meus aplausos vão para a galerinha do formigueiro. Thank you, ant stars! SHOW!!!
  • Micareta boa foi Woodstock. Além da pegação, ainda tinha trilha sonora de 1ª.”Come on people” era o “tira o pé do chão” da época
  • Existe sex shop que vende árvore inflável? As noites tão frias demais para que eu possa fazer um carinho no meu cajueiro. [demais, demaisssss!!]
  • Tô amarradão pra mascar um chiclete sabor chuva. Senhores cientistas, tenham a gentileza de criar isso, PLEASE!
  • Os chicletes sabor chuva poderiam liberar um mini arco-íris ao estourarmos as bolas deles. Sonhei com isso e acordei bem.
  • People, eu amo ter esses sonhos fabricados em 1967. É como se a Magical Mistery Tour continuasse na minha mente, sacaram?


Pitacos

Sobre futebol:

Nada não, mas o nervosinho Kléber já merece uma convocação. Pra reserva do Luís Fabiano. Podia ser para estes próximos jogos das Eliminitórias.

Outro: Íbson, do Flamengo. No lugar do Josué.

E pra reserva do Robinho, assombrar sua titularidade: o menino Táison, do Inter. O estilo de jogo é parecido e sabe jogar, o moleque.

/ / /

Sobre bem-pensantes:

Pode-se ser sábio sem ostentação, sem arrogância.
Licet sapere sine pompa, sine invidia. (Sêneca)

Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

Gênesis divertido

http://www.umsabadoqualquer.com

Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

Não resisti!

(texto original aqui, by Meg Marques)

Cuidados

O menino já tem 34 anos e ainda quer ser cuidado.

Ou, talvez, ele ainda tenha só 34 anos e precise de cuidados.

Ele até sabe tomar banho sozinho (há quem duvide!); mas, às vezes, pede que a namorada lhe dê banho e esfregue as costas.

Sabe escolher as próprias roupas e vestir/despir/tirar/trocar. Mas o resultado invariavelmente é pífio, e quer que a namorada o ajude em cada etapa.

Come sozinho e é bom de garfo. Mas não dispensa, ou melhor, se enternece quando a mulher voluntariamente se oferece para dar uma colherada na sua boquinha, do próprio prato dela. Ele já tem 34 anos, mas ainda pede por cuidados da namorada.

Certamente não por preguiça, nem por ciúmes de ninguém, nem por querer controlar a namorada. Talvez, porque precise mesmo.

Ou porque, simplesmente, gosta de ser cuidado.

Gosta de receber beijinhos quando estão abraçadinhos na mesa de bar, no sofá, seja onde for.
Gosta dos pés esquentando pés enquanto dormem juntos. E da massagem que a namorada lhe concede quando esfrega suas costas nas horas mais íntimas.

Acho que o menino gosta de ser cuidado, mais do que se cuidar sozinho, porque teme os dias em que terá que se virar sozinho; por preocupação, infundada ou não, já sente falta do carinho que acompanha o cuidado, da ternura tépida com que ela veste o seu corpo e agasalha sua alma.

E eu me subtraio e não lhe exijo os cuidados que já poderia dispensar um menino de 34 anos. Porque também pressinto os dias em que o acesso ao meu corpinho será negado às mãos dela, pois este corpinho terá conjugado o infinito verbo do tempo. E hei de querer me pentear sozinho porque terei apenas cãs, não mais o cabelo negro e basto para o deslizar de seus dedos. E vou me encher de pudores perante o corpo que já se modifica e não me deixarei vestir ou despir ou calçar. E não terá volta.

Aproveito o quanto posso, enquanto posso, pois sou um menino de 34 anos e já posso fazer tudo sozinho. Mas a dádiva de um cuidado da mulher é eterno.

Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

Pra fechar o...

Uma síntese razoavelmente pertinente sobre o sentimento geral a respeito do MJ foi dada pelo Larry King, na CNN, ontem:

"Era difícil gostar dele. Mas também era difícil não gostar."

This is it

Nesse mundo a-pop-calíptico, que começou no século em que você nasceu, cada geração teve seu ícone.

Ia escrever o ícone que merece, mas fiquei na dúvida.

Uma pena que talvez o mais talentoso cantor/dançarino da nossa infância/adolescência fosse tão desequilibrado.

Lembro-me que, com Thriller, entre os personagens da minha infância (mesmo os que mais tarde revelaram tendências racistas) ninguém ligava pra cor do cara: eu, eles, todo mundo só queria ser, cantar e dançar como o Michael.

Mas, com o processo de branqueamento artificial que deu início às esquisitices em série, suspeitas de pedofilia e etc, Michael foi se transformando em piada pronta.

Como a anedota (um tanto sem-graça) que acabei de receber.

Qual a primeira coisa que Michael Jackson falou quando chegou ao céu?

"- Cadê o menino Jesus?"

Michael queria ser branco. No fim, nem a morte o redime de nosso humor negro.

Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

Aliás

Desconfio que é impossível, é excludente, é impraticável o amor com:
- Orgulho
- Cinismo
- Medo

Se há orgulho, não haverá amor; se há cinismo, haverá desamor; se há medo, não haverá nada.

Silêncio

É triste imaginar isso, de olhar para a pessoa traída.

É com pena que a gente olha.

Me sinto um pouco pior, como homem.

Ainda assim, rejeito o quanto posso a idéia de que deixei a condição de mera testemunha para compor uma velada - e, por que não, muitas vezes cínica e cruel - rede de cumplicidade.

Independentemente se inexiste amor no vértice do triângulo. Ou em que bases se assenta o adultério.

A tristeza do silêncio de quem sabe não se compara à triste dor de quem se descobre enganado.


Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

Muóda

Dica pra quem aprecia moda (obviamente, pensei nas estrelas da minha passarela: Meguilda, Bibovsky e Laurovsky, as - popularmente conhecidas - Três Marias).

Ignorava que o estilista Ronaldo Fraga estava bem estabelecido na internet. Suas páginas apresentam um design bacana, com figurinos, passatempos e outros badulaques.

Tem blog e até site para guri.

Colhi estes desenhos para imprimir e colorir de lá:



Fonte: www.ronaldofraga.com.br

Se você quiser conferir a minha grife também, aguarde. O site ficará pronto em breve:
www.modamindingo.com.br

Terça-feira, 23 de Junho de 2009

Visita íntima

Hoje, deu vontade de chorar.

Por quê?

Tomo coragem para prosseguir e paro diante daquele lugar esquecido que todo mundo guarda no peito, como um velho sótão ou porão.

Há tantas histórias... Ali está uma bola, cascuda de atrito e vazia como o próprio tempo. Aqui, uma televisão amarela e rechonchuda, onde vilões eram maus e heróis eram bons, em intermináveis batalhas preto-e-branco. Na parede, empoeiram-se molduras diversas, ornadas de arabescos e elaboradas marchetarias. Em nenhuma há tela.

Deixo a fileira de espelhos ocos. Num canto escurecido e úmido, jaz uma grande escrivaninha, encerrando gavetas silenciosas como túmulos. Como um saqueador profano, violo o descanso de letras mortas: cadernos escolares, cartas de amor e rascunhos estranhos, ainda que familiares; parágrafos que não terminaram, poemas interrompidos.

Eu me afasto, querendo sair dali. A madeira do assoalho range sob meus pés, e por um momento tive a impressão de que o clangor se tornava maior a cada passo. Na maçaneta da porta, encaro meu reflexo invertido. A princípio, não me reconheço. No entanto, vou me acostumando àquela imagem, àquele rosto de ponta-cabeça que paulatinamente reivindica o seu dono. Sinto que isso tenha levado mais tempo do que deveria precisar.

Fecho a porta, mas não passo o trinco. A visita foi inútil.

Não pude descobrir de onde vêm as lágrimas.

Segunda-feira, 22 de Junho de 2009

Pára tudo

Peraí, moçada!

Acabo de ver notinha no portal Globo. O trailer de um tal Coração Vagabundo - documentário sobre o Caetano Veloso, em que o gênio aparece em cena de bilau frontal.

No trailer, imagino que a ênfase à cena tenha sido considerada irresistível aos produtores. O narrador avisa:

"Caetano. Like you´ve never seen before."


Chistes de duplo sentido à parte, é verdade.


Eu tinha pensado que já vira de tudo o que Caetano é capaz de fazer em categoria de autopromoção.

Tá certo que por enquanto nada se vê; foi também molecagem da Paulinha, filmando o cara escondido no banho. Mas nada deve ter ido ao ar sem anuência prévia dos envolvidos.

Lá vai o cabra, nessa altura do campeonato, com sessenta e tantas primaveras, mostrar o que é que a baiana tem.

Imagina se o Chico ia topar fazer uma dessas.

Por fim, acho que, se conseguir assistir, aturando os excessos do ego caetânico como se fosse a visita daquele parente chato por duas horas na sala de estar, deve ser até um documentário interessante. Afinal, o cara é um sujeito extraordinário.

O suplício é que ele sabe disto. E exagera.

/ / /

Diretamente da Lacônia, copiado do A Trombeta Espartana, Caderno B, coluna Kinema:

-Be kind, rewind:
Legalzinho.

-O sétimo selo:
Chato.

-Trama internacional:
Esperava menos.


Curiosamente, é quando o campo verbal tá árido que um crítico pasta.

Don't ever change

You never wear a suit of lace,
the powder's never on your face.
You're always wearing jeans
except on sunday.

So please don't ever change,
no don't you ever change.
I kind of like you
just the way you are.

You don't know the latest dance,
but when it's time to make romance
your kisses let me know
you're not a tomboy.

So please don't ever change,
no don't you ever change.
Just promise me you're always gonna be
as sweet as you are.

I love you when you're happy,
I love you when you're blue.
I love you when you're mad at me,
so how can I get tired of you?

A lots of other girls I've seen,
they know how to treat guys mean.
But you would rather die
than ever hurt me.

So please don't ever change,
no don't you ever change.
Just promise me you're always gonna be
as sweet as you are.

Please don't ever change,
don't you ever change.
Please don't ever change,
don't you ever change.

Sexta-feira, 19 de Junho de 2009

Rola bola

Alheia ao futebol, dona Meg acompanhou comigo alguns lances de Internacional x Corinthians.


Que partida é esta? Final da Copa do Brasil. Não, Campeonato Brasileiro é outra coisa. São Paulo, não: Corinthians. Aqueles ali, de branco.

Eu preferia a vitória dos gaúchos; por alguma razão qualquer, Meguinha transferiu sua simpatia para os paulistas. Tentei protestar, mas ela cravou:

- Olha só: os de branco estão muito melhores do que os internacionais.

Ela fez uma derivação de sentido que não chegou a ficar errado, tem sua lógica. Mas achei graça. Expliquei que o costume é chamá-los de colorados.

Lembrei-a da história do centroavante Claudiomiro, do mesmo Inter, desdenhando da Laranja Mecânica (que assombrara o mundo em 1974), com algo assim: "Não vejo novidade no jeito holandiano de jogar, é o mesmo que o seu Minelli aplica nos treinos!".

Ela devolveu a bola. Contou que uma amiga, uma vez, jogava conversa fora, dizendo que naquela festa havia ficado com um bélgico.

Depois, perguntou porque não entrevistam os árbitros no intervalo das partidas, que jogadores sempre entoam a mesma ladainha e que a opinião do apito deveria ser bem mais interessante.

Não soube dizer se é proibição das Comissões e Federações ou por simples hábito. Mas concordei, em princípio.

Enfim. É legal gente que vem com um olhar fresh sobre o futebol.

Pra terminar 1:

Hoje é aniversário de um gênio tricolor. Salve, Salve, Chico.

Pra terminar 2:
Frase do dia: Amoroso
"O jogador egitiano é muito veloz"
Frase de Amoroso, comentarista da Bandeirantes, durante a Copa das Confederações.