Boêmios no divã

“De repente, no meio dessa desarrumação feroz da vida urbana, dá na gente um sonho de simplicidade. Precisamos de uma casa, comida, uma simples mulher, que mais? Que se possa andar limpo e não ter fome, nem sede, nem frio. Mas por que, para que, essa eterna curiosidade, essa fome de outros corpos e outras almas?"

Nome: Rubão
Local: Belo Horizonte, Minas Gerais, Brazil

Errante, publicitário, jornalista.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

bão dimais pra ser verdade, sô

Vamo ver, vamo ver.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Vida e morte das bactérias

Tô aqui batucando um posicionamento para um produto do cliente. De súbito, me enrosco num dos atributos: função antibactericida.

Aí pensei: num pode. Se é bactericida, mata as bactérias. Se for anti-homicida de bactérias, me parece contra-senso. Salvo em alguns casos, como produtos para regulação intestinal, nos quais é saudável estimular o crescimento de certa flora bacteriana, não acho que o lance seja vender algo que inclua a vantagem de impedir o "crescei-vos e multiplicai-vos" da colônia.

Aliás, imagino que pode ser isso - antibacteriana, não antibactericida. Faz sentido ou tô completamente doido?

Porque comecei a reparar, numa googlada só, que o esquadrão antibactericida taí faz tempo. Muita gente usa, de jornalistas a publicitários. Como nesta chamada do Victoria´s Secret Hand Gel Antibactericida Berry Kiss: Suas maos livres dos germes e bactérias.

Ah, é?

Quer saber? Acho que vou dizer que o produto do meu cliente é mais fácil de limpar. Ou porque é realmente muito inapropriado para a reprodução das bactérias ou, por outro lado, porque é tão propício à sua proliferação que é impossível não notar aquele bacanal bacteriano todo, passar um panim com detergente e acabar com ele assim, ó.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Cultura, ainda que tardia

Desconfio que o governo Aécio - apesar das poucas notas e críticas que logram perfurar a muralha blindada de boa publicidade erguida ao redor de sua figura e chegar ao público, como esta - vai celebrar seu fim com uma generosa aprovação popular.

Talvez não seja para menos - o homem é esperto.

Como qualquer político, segue a cartilha de deixar a inauguração de obras de grande impacto para os últimos momentos.

Um conjunto de obras desse naipe é o tal Circuito Cultural Praça da Liberdade. Me parece muito boa idéia. E promete ser legal.

Lembro-me que Dona Meg vive reclamando que em Belzonte faltam mais museus, espaços culturais, interativos, etc. Verdade. Mas talvez o Circuito venha amenizar um pouco a sensação.

Não estou muito por dentro do que virá (acompanhe o link por favor, veja e me conte; eu trabalho), mas se tivéssemos algo ao menos parecido com o museu de ciência e tecnologia, da PUC-RS, em Porto Alegre, seria demais.

Porque, apesar do caráter científico, lá acontece mágica: a gente volta a ser criança.

Eu vou me adaptar

Eu não tenho mais a resistência que eu tinha
Eu metabolizava as cervejas que bebia
Mas agora me acho tão estranho
A minha ressaca está deste tamanho.

Será que eu bebi o que ninguém bebia
Será que envelheci enquanto eu dormia?

Eu vou me adaptar.



sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Imóveis, imóveis

Eis a questão - que se desdobra em muitas outras, uma vez que o que se quer nunca é o que se pode. Ao menos para nosotros, remediados.

Casa ou apartamento? Comprar pronto ou construir? Lote plano ou piramba? Um imóvel mais barato para evitar se endividar tanto ou um melhorzinho, até o limite das nossas possibilidades?

Dúvidas, dúvidas. E a convicção da gente muda como a lua e as marés.

O que não muda é a vontade de experimentar a próxima etapa da vida: um lar familiar.


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Pudera ter uma casa. É, desde o útero, minha predileção.

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Eu gostaria muito de conseguir propor assuntos inteligentes, atuais e de interesse público. Mas The Quest For A Nice Home vem ocupando pelo menos três quartos do meu cérebro - o que só pode ser uma incongruência, visto que ultimamente ele está mais para uma quitinete.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Oh-My-God

E eu achando que era o único a ter reparado



Claro, é preciso ter visto o seriado Friends pra entender.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

stand-by

Por enquanto, cabeça só para imóveis e trabalho.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Quack

Por que ao certo, não sei. Mas tão logo a irmã contou que vai ter um menino, a memória me levou de volta ao Pato Donald; o Donald do Carl Barks.

Tenho-lhe especial simpatia desde criança. Vai ver, é identificação.

Senão, vejamos:

Primeiro de tudo: é um pato, o que, por si só, é muito significativo. Pato proletário e remediado, ganhando o suficiente para a conta do chá. Tem coração manso, escusadas as erupções de temperamento. Vira e mexe, mete-se em enrascadas. É encrenqueiro, pois meio azarado e um tanto looser - sobretudo se envolvido em disputas, seja com adversários do quilate de um Tico e Teco ou benzidos pela Fortuna como o almofadinha Gastão. Em termos fashion, indiscutivelmente out: o moço não é de variar com freqüência o figurino. E, apesar de todos pesares - oh, céus -, ainda é o namorado da Margarida!

Já imagino uma vozinha esganiçada me chamando de Tio Rubens. Não me surpreenderá se esse moleque depois virar escoteiro-mirim.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Eureka

Acabei de reparar numa das palavras mais lindas, e doces, da língua portuguesa:

Soneca.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Um rio que passou

EmannuelPinheiro/EM/D.Apress

As chuvas dos últimos dias parecem as habituais do mês de dezembro, aqui em BH.

Será que o Natal também vem mais cedo?

* * *

Por causa da tempestade de ontem, maisomenos às 8h, Carros revirados, amontoados, empilhados por toda a cidade. O Tizé, buteco de minha coleção, no Lourdes, virou parte do leito de um ribeirinho.

Trabalhando na casa do sócio, no Santa Inês, longe das áreas atingidas, vinada. Voltei às 10h30, alheio ao que havia se passado.

E foi, literalmente, um rio que passou.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Só existem dois tipos de pessoas

A) As pessoas que gostam de mim e concordam comigo.
B) Os equivocados.

(do Suassuna)

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Estresse


Cerca de 13 clientes, com demandas que se revezam ao longo dos dias ou semanas, exigem meu tempo e energia aqui na agência. Às vezes, é um job só por cliente. Com frequência, são vários, a maioria maçante (jobs fumo) e em grau de urgência similar e simultânea, o que torna a gestão da minha (des)organização e (des)concentração mental (quem me conhece, sabe) uma tarefa nada simples.
Fora da agência, existem outras atividades. O Financeiro aqui as denomina, no seu francês, digamos assim, arcaico, como "Parrá-le-lis-mê!". São os clientes paralelos, cada um com sua cota de jobs trabalhosos e prazos e pititi-pototó.

Não vou nem entrar na seara particular: a procura pelo cafofo, o ataque do Galo, eteceterrá.

* * *

Tenho uma tia que mora na Tailândia. Bem onde, não sei (vergonha). Mas ontem batemos papo pelo msn, e ela reiterou convite para visitá-la. Reclamava: já rodou o mundo, morou em tudo quanto há e até hoje nenhum de nós, pobres parentes pobres, fomos lá nem para dormir no sofá. Perguntou se eu tinha me casado. Respondi que praticamente. Brinquei: guenta, tia, que vou aí passar minha honeymoon.

Ela me atentou: - "Cuida das passagens que o resto é por minha conta".

E agora? Estou na dúvida sobre o custo-benefício. Bangkok ou Guarapari?



Uma das prainhas tailandesas


segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Amar é

Sábado trabalhei, domingo trabalhei. E ainda não terminei. Na dúvida: melhor fazer tudo de uma vez, de manhã até à noite, ou fazer um pouco a cada dia?

* * *
Acordei Meg às 1h30 de domingo para irmos ao aniversário de uma amiga. Numa boate.

Meg se esmerou, se arrumou, se produziu. Já eu tomei banho, que pra mim é o suficiente.

Chegamos ao recinto uma hora depois. Som melhor do que o usual, ajudando a espantar nossos bocejos. Vasculhando no meio da multidão, constatamos que a querida amiga realmente não estava lá. Logo descobrimos: havia viajado para o Rio sem ligar para Meg, entre outros convidados, para cancelar o compromisso.

Saímos às 3h, morrendo numa graninha considerável só para entrar. Ainda houve tempo para a Dra. receber uma cantada lá dentro, coisa que nem vi.

Deus, eu a-d-o-r-o boate.

* * *

Rodamos em busca de um lugar aberto e terminamos na locadora 24h. Fomos pra casa e ficamos vendo Friends, tomando Coca-Cola e comendo biscoito de polvilho até o cantar dos passarinhos.

Taí, fica a sugestão para o Amar é.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Que dia!

O Rio finalmente levou a Olimpíada (que eu também vou pagar).

A Dra. obteve uma ótima notícia, profissionalmente falando.

Coloquei oficialmente meu mocó à venda.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Expecto

Todando volta atrás de volta pra mó de arrumar um lugarzim onde caiba a mim e a Doc and The Little Angels.

Mais do que esperar, expecto. E vou à ação.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Um Marco

Parabéns, ruiva e Brunin.

Bem mal comparando, é como se os Friends tivessem agora o primeiro bebê da turma.

Deve ter chorado, por supuesto. Se na eleição do Lula em 2002 esse cagão ficou funga-não funga, que dirá agora que veio aquele que irá, daqui em diante, governar a sua vida e a de sua mulher.

Com chocalho de ferro, espero (hehehe).





Perdido no espaço

Minha mente é um globo por meio do qual gravitam umas dezenas de preocupações meteóricas e ansiedades satélites. Nenhuma de menor interesse público. Que me azucrinam como uma auréola de moscas. E me preenchem com tamanha densidade que transformam minha cabeça num permanente buraco negro. De onde nada escapa que sirva de crônica ou algo a se comentar que valha a pena.

Se, em condições normais, o resultado já não seria lá essas coisas (afinal, nada viria de onde menos se espera) - nenhuma discussão séria, inteligente ou importante -, imagine com uma chuva pleonástica de pendências cadentes.

PS. Na verdade, o que mais ralha o cosmonauta aqui é achar um espaço ali pra chamar de seu.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Dude

Dude, is perfect. Fake or real, doesn´t matter. It´s fun.