Boêmios no divã

“De repente, no meio dessa desarrumação feroz da vida urbana, dá na gente um sonho de simplicidade. Precisamos de uma casa, comida, uma simples mulher, que mais? Que se possa andar limpo e não ter fome, nem sede, nem frio. Mas por que, para que, essa eterna curiosidade, essa fome de outros corpos e outras almas?"

Nome: Rubão
Local: Belo Horizonte, Minas Gerais, Brazil

Errante, publicitário, jornalista.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Vida e morte das bactérias

Tô aqui batucando um posicionamento para um produto do cliente. De súbito, me enrosco num dos atributos: função antibactericida.

Aí pensei: num pode. Se é bactericida, mata as bactérias. Se for anti-homicida de bactérias, me parece contra-senso. Salvo em alguns casos, como produtos para regulação intestinal, nos quais é saudável estimular o crescimento de certa flora bacteriana, não acho que o lance seja vender algo que inclua a vantagem de impedir o "crescei-vos e multiplicai-vos" da colônia.

Aliás, imagino que pode ser isso - antibacteriana, não antibactericida. Faz sentido ou tô completamente doido?

Porque comecei a reparar, numa googlada só, que o esquadrão antibactericida taí faz tempo. Muita gente usa, de jornalistas a publicitários. Como nesta chamada do Victoria´s Secret Hand Gel Antibactericida Berry Kiss: Suas maos livres dos germes e bactérias.

Ah, é?

Quer saber? Acho que vou dizer que o produto do meu cliente é mais fácil de limpar. Ou porque é realmente muito inapropriado para a reprodução das bactérias ou, por outro lado, porque é tão propício à sua proliferação que é impossível não notar aquele bacanal bacteriano todo, passar um panim com detergente e acabar com ele assim, ó.

4 Comentários:

Anonymous Anônimo disse...

Pois não é que 'cê' tá certo? Se o sufixo 'cida' quer dizer matar (como em homicida, suicida, formicida, etc.), o 'anti' deve ser a salvaguarda que toda bactéria esperta deve sonhar carregar consigo, prevenida, né? Ah.None Moh

Segunda-feira, Novembro 09, 2009 2:59:00 PM  
Blogger Tina Lopes disse...

Ah, publicidade. Me lembrou aquela história da refrescância - uma palavra que não existe/existia no nosso dicionário, até que uma agência decidiu traduzir o "refresment" de um creme dental. E não achou as palavras corretas, "frescor" ou "refrescante", adequadas. Mas vc já deve saber disso há muito mais tempo que eu, claro. ;)

Segunda-feira, Novembro 09, 2009 3:45:00 PM  
Anonymous Anônimo disse...

Refrescância: parece coisa de veado, como dizia o Pasquim.
A.None Moh

Segunda-feira, Novembro 09, 2009 7:20:00 PM  
Anonymous Anônimo disse...

Isso mesmo!

Aparecida

Terça-feira, Novembro 10, 2009 12:34:00 AM  

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