quarta-feira, 21 de julho de 2010

Hábitos noturnos


Coetzee, Bolaños, Koetler e Auster. Parece escalação de zaga, mas são estes os escritores titulares do Cabeceira Futebol Clube.

Não sei se dará muito certo leitura simultânea. Vejemo.

O Verão tem uma prosa fluida, mas dá cansaço do processo: fico me perguntando se o Coetzee faz as personagens falarem dele, a-mesma-impressão-o-tempo-inteiro-repetidas-vezes, de propósito. Lembra o chiste daquele cara com um puta ego para a mulher: "Mas, já falei muito sobre mim. Vou deixar você falar agora- de mim, é claro".

2666 - enigmático título daquele a quem críticos consideraram o romance em língua espanhola da década - estou começando agora. Nada de significativo aconteceu ainda, mas como se trata dum "caiau" de livro, há muita página pra correr debaixo desses dedos.

Marketing 3.0, do papa americano sobre o assunto, é uma daquelas leituras meio chatas que você, profissional, de vez em quando tem que fazer. Pra referência, uso e consulta quando e se necessário.

Achei que meu pai fosse Deus é um livro fácil de ler - um bocado de historinhas curtas recebidas pelo Auster enquanto ele protagonizou um programa radiofônico nos Estados Unidos. Bonitinho. Embora assegurem que foram contribuições de pessoas de vários estados americanos, ambos os sexos e de uma ampla escala etária, sei não: até onde li, a maioria das histórias é de quem já passou dos quarenta, cinqüenta. Fiquei imaginando velhinhos ouvindo rádio, talvez à noite, ensimesmados e presos a antigos hábitos - como ouvir rádio -; em seu interior o desejo por uma iota de atenção, a ânsia reclusa por dividir suas histórias com alguém ou apenas um ombro amigo para comungar sua solidão.


sexta-feira, 16 de julho de 2010

Magia

Grosso modo, o Alan Moore costuma dizer que escrever é um ato mágico.

Que, ao escrever, você de certa maneira produz um ato de transubstanciação, trazendo algo que estava no plano das idéias, imaterial e intangível, para o plano físico.

Que, se a gente escrever com o vigor necessário, pode influenciar, transformar ou alterar a realidade.

Bem, é um jeito, não novo, de ver as coisas. Eu tento me colocar no lugar das mentes mais críticas que, sem dúvida, poderiam classificar tudo isso como papo-furado cheio de obviedades triviais. Mas, em busca de uma reflexão sem preconceitos, dou um passo atrás.

Não há problema nenhum um sujeito querer enxergar o ato de escrever como "mágico". É inofensivo. Talvez seja apenas outro jeito de encarar a ação de transmitir percepções, impressões, idéias.

E o fato de essas idéias, se forem fortes o suficiente, alterarem de alguma maneira uma realidade individual ou social, poder-se-ia (minha conjugação alta-costura do dia) afirmar que se trata somente de uma observação banal. Desde quando se disse que você deveria ganhar o pão com o suor do seu rosto - a idéia de trabalho - que as idéias são o motor e o combustível para o devir da condição humana. Neste caso, então, pouco importaria o meio de transmissão - oral, escrito, etc - pelo qual se dá a "magia" de manifestar um raciocínio ou pensamento.

No entanto, Alan insiste, em tom de constatação, sem a afetação ou desejo de persuadir de um desses gurus de auto-ajuda, que escrever é um tipo de magia.

Isso me faz lembrar uma passagem. Adolescente, me recordo de ter lido algo em um livro dos anos 60 chamado "O poder do inconsciente" (ou do subconsciente, seja lá qual o termo da moda à época), de um tal Joseph Murphy, creio, que dizia que você deveria escrever seus objetivos numa folha de papel e guardá-la. Quero uma casa com tantos cômodos, quero ganhar x por ano, quero um carro zero, etc, tudo nessa linha material. O fato de você ter escrito num papel e manifestado seus desejos no plano físico já colocaria em movimento secretas engrenagens cósmicas que trabalhariam, misteriosamente, para a sua concretização.

Bem, eu não sei. Sem entrar no mérito do que há de verdade e de ridículo nisso, percebi que nunca fiz algo semelhante não porque minha razão e ceticismo foram superiores, ou porque poderia ter dado uma colher de chá, naquela linha de raciocínio "se bem não faz, mal não há de fazer" (tipo, a cientista Marie Curie fixando uma ferradura na porta do laboratório). Creio que nunca materializei meus desejos em forma de palavras porque todos os exemplos dessa questão que tive a oportunidade de topar em diferentes autores - suspeitos e miraculosos como um Paulo Coelho ou honestos e desinteressados como o Alan - se resumiam ao elementar dilema de querer ficar rico.

E a minha verdade é esta, descobri hoje, não sem um pequeno alarde: Nunca quis ficar rico. Nunca pensei em dinheiro como um fim em si mesmo, raramente penso nas coisas como símbolos de status, carro pra mim é mais um meio de locomoção do que qualquer coisa, e, funcionalmente, um Rolex é tão eficiente e cumpridor quanto o dez real made in China da lojinha. E constato que minha visão sobre a riqueza (tenho a suspeita de estar equivocado e incorrendo em profunda ingenuidade) está ligada a algum tipo de culpa difusa; a impressão de que ser rico é algo que me incomoda, visto que, para eu ser rico nesse mundo, muita gente obrigatoriamente não será.

Não quero ser rico, não bate na minha alma. Por outro lado, bate na minha alma querer ser bem de vida. Sei que "bem de vida" é vago, mas é diferente de querer ficar rico, garanto.

Quero ficar bem de vida ao lado de quem eu amo, quero que tenham saúde e que eu tenha saúde, quero uma casa legal para morar, quero poder viajar, quero poder ler e aprender cada vez mais, quero de vez em quando poder cometer uma extravagância, quero uma vida simples mas divertida.

Pronto. Materializei meus desejos no plano físico (ou seria plano virtual? Será que funciona em web?). Sonhos de pequeno-burguês, verdade. Mas meus.

Se vai ter magia envolvida ou não, escrevo contando depois.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Mais uma

Preciso completar o assoalho da casa. O contratado para assentar e sintecar o piso diz que é ipê. Pergunto se ele mesmo pode comprar (já que entende mais do que ninguém) que depois acertamos.

Beleza. O bicho compra. Na hora de raspar, vê que é jatobá. Onde ele comprou não tem jatobá para trocar pelas réguas de ipê e não necessito de nenhuma outra coisa na madeireira pela qual poderia, eventualmente, trocar o ipê.

Encontro o jatobá em outra loja. Agora, pergunta se o cara, que comprou errado algo total responsa dele, quer assumir - ou até dividir, pô - o prejuízo. Você pode usar o crédito para seus futuros serviços, argumentei, logo-logo você vai precisar de material para trabalhar. Resposta racional: Não.

Obra. Puro pau no c#.


segunda-feira, 12 de julho de 2010

In Lavras

Vendo a casa nova da D. Zezinha e Seu Antônio, quase me deu vontade de também querer construir.

Quase.

Mas é uma senhora casa, a dos sogrinhos. Uma beleza, não, quando se constrói do nada o lar que a gente sempre quis - ou pôde ter dentro das melhores circunstâncias?

Eu que não fico velhaco ou a reforma lá em casa ultrapassa julho e aí a gente só muda em a gosto - de Deus (ou do CoisaRuim, não sei bem).

/ / /

No carro, para passar o tempo, Meg sempre inventa umas sessões musicais. Para distrair as pequenas. Bom, cada hora alguém tinha que cantar uma música inteira. Preguiçoso, minha primeira apresentação foi um fiasco, com - olha o Reizão da imaginação - Atirei o pau no gato.

Vaias merecidas.

Na segunda rodada, chegou minha vez e fui logo avisando:

- "Meninas. Muita atenção que essa música é sacaninha".

Pronto. Conseguira magnetizar a atenção da platéia. A Dra. se rearranjou no banco. Fez cara de aiaiai e um muxoxo de "Olha lá, hein, gato".

Não me fiz de rogado e cantei Essa Canção, do Ultraje.

Nem lembrei a letra toda, mas apenas duas estrofes foram o suficiente.

Foi a glória.

As meninas amaram, é lógico. Bibi, especialmente, chegou a clamar por um bis.

Pucevê. Tudo na vida é approach.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Arco-íris

Dona Meg se encarregou de comprar a tinta que vai pra uma parede do nosso quarto. Já acordamos que será algo que guarde parentesco com o vinho ou carmesim.

Acabei de voltar da obra e conferi na lata o nome do tom escolhido: Amor.

Sugestivo, não?

/ / /

As meninas terão uma parede lilás. O quarto-coringa terá uma parede verde-claro. A sala terá uma parede amarelo-ouro. Os muros da área externa são de vermelho-terra, ladeados por uma parede de ladrilhos azuis e uma parede de textura branco-gelo.


Das duas, uma. Ou é o instinto carnavalesco ou o nosso lado GLS se manifestando.




Quem deveria ser o próximo técnico da Seleção Brasileira?

Eu, oras. Quem mais poderia promover uma renovação gradual do escrete, com vistas a 2014, resgatando também nosso jeito de jogar?

Para o momento, tão aí as feras: Júlio César, Maicon, Lúcio, Tiago Silva e Wesley (do Santos, adaptando-o à lateral); Hernanes, Ramires, Kaká e Ganso; Robinho e Neymar.

Variações com Daniel Alves, Luís Fabiano e André (ex-atacante do Santos).

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Previsões

Eu realmente deveria aprender a ficar calado quando o assunto é Copa.

Todas as minhas previsões foram por cerveja abaixo.

Pois futebol é o palco preferido para os caprichos e sortilégios de gênios ocultos, como Acaso da Silva, Imponderável de Oliveira e Sobrenatural de Almeida.

Errei todos os placares, Messi não foi tão decisivo como se esperava e, ademais, quem poderia imaginar que Uruguai chegaria tão longe, os fiascos italiano e francês, e que a Alemanha seria isso tudo? Ninguém, exceto talvez o tal polvo vidente.

O exercício da previsão é sempre uma tentativa de puxar o fio certo de uma trama de possibilidades, mas é triste lembrar que a única coisa que os indivíduos de todas as nações previram, e acertaram, foi a expulsão do Felipe Melo.

Essa barbada, é óbvio, nenhuma casa de apostas do mundo topou bancar. Em outras palavras: isso prova mais uma vez que não há nada de mais confiável do que a idiotia. Diferente das previsões, a idiotia é infalível.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Qual a surpresa?

DEU EM O GLOBO

Collor tenta voltar, com o velho estilo

Acusados de crimes vão ao evento

Odilon Rios

Entre deputados acusados de assassinato e de corrupção, o senador Fernando Collor (PTB) se lançou ontem candidato ao governo de Alagoas prometendo "pulso firme" na segurança pública e no combate à violência.

— Dou recado aos bandidecos de merda: que saiam de Alagoas, ou vão sentir a minha mão mais pesada, que vai cair sobre eles. Vocês vão deixar a sociedade alagoana em paz — disse Collor, ao lado dos deputados Cícero Ferro (PMN) e João Beltrão (PMN), que já foram presos, acusados de pistolagem e respondem por formação de quadrilha, peculato, lavagem de dinheiro, crime contra o sistema financeiro e o desvio de R$ 300 milhões da folha de pagamento da Assembleia Legislativa.

Outro deputado ao lado de Collor, Marcelo Victor (PMN) é acusado de agredir um funcionário da companhia de energia de Alagoas que descobriu um "gato" (roubo de energia) na casa do parlamntar. O deputado Francisco Tenório (PMN) é acusado de desviar dinheiro da Assembleia Legislativa.

Collor não lançou chapa completa. Anunciou um nome ao Senado, o empresário e integrante do conselho editorial da Gazeta de Alagoas, jornal da família Collor de Mello, Álvaro Vasconcelos. A segunda vaga não está preenchida.

Collor concorre contra o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB), que tenta a reeleição, e o ex-governador Ronaldo Lessa (PDT), ameçado de não disputar por causa da Lei da Ficha Limpa.





Qual a surpresa da nota acima? Zero.

Collor se refere aos "bandidecos de merda", não aos bandidões.

(do blog do Noblat, link ali do lado)

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Sobre obra

Descobri, não sei se tardiamente, que a suprema felicidade de quem mexe com obra em casa é pura aritmética: Bem-aventurados aqueles que têm menos de dois aborrecimentos por dia.

Caudiquê ao menos um desapontamento diário é o mínimo, o sine qua non, o "pingo" no pôker: pré-requisito.


O tal sinal digital

Pra quem gosta, é uma beleza. Digo, ver futebol com o sinal digital. A imagem é superior a tudo o que já experimentei. Você assiste como se estivesse no estádio e o tempo das dúvidas e lances polêmicos acabou, tamanha a nitidez visual. A definição é ainda melhor do que a transmissão de tv a cabo. Menino, uma beleza. Porém...

Ai, porém. Sei lá se é por ser um sistema neófito, verde, em amadurecimento pelo uso, mas o sinal digital é absolutamente imprevisível. Pouco a pouco, vamos nos resignando aos seus caprichos.

Por exemplo, uma ou outra emissora de tv aberta desaparece e fica fora do ar por dias. Num domingo, de repente, regressa; só para na manhã seguinte sumir outra vez sem deixar vestígios ou notícias de que algum dia retornará.

Sim, já tentei mudar a posição da ultra-mega-maxi-moderna antena, trocá-la de lugar para quem sabe encontrar o ponto mágico invisível onde converge todo o éter eletromagnético digital do universo, mas o resultado da aventura quase sempre é arriscado, várias vezes o canal perdido continua sumido e os que estavam funcionando bem já deram de embirrar e desaparecer. Donde se conclui: o mafuá deve ser mais na emissão do sinal e menos na recepção lá de casa.

Recordo um dia terrível. Quando acompanhava o final do Paulista entre Santos e Santo André, faltando 15m para o jogo findar, todas as emissoras saíram do ar. Essa não. E se for assim durante a Copa, Meg? Hein? Me diga, o que você vai fazer a respeito?

Bem. Chegamos à Copa e, até agora, o sinal digital não nos deixou na mão. Saiu-se bem, performance quase incólume, salvo alguns pequenos aborrecimentos. Por exemplo: na primeira partida da Seleção, não, mas, nestes últimos dias de jogos, já nos deparamos com nova artimanha do diabólico sinal. De tantos em tantos segundos, imagem e som dão uma pequena travadinha, um gap, uma intermitência, ou seja: a transmissão digital lá de casa anda sofrendo de soluço. Cogitei pregar uns sustos na eletroparafernália ("Troco você por uma tv de tubo!" ou "Que bonitinha essa antena com tufos de Bombril"), mas desisti.

A última traquinagem que agora descobrimos é o delay. Contra o Chile, o povo nos butecos e adjacências gritava o gol antes de o virmos, audição mó quebra-clímax que nos deixou com cara de delayados em três oportunidades. E, segundo uma reportagem do UOL, parece que vai ser assim mesmo.

Enfim, se o delay é inevitável até no trocadilho, relaxemo e gozemo. E, é claro, com a velha 29 polegadas e a antena com palha de aço a postos.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Dog vs. Vuvuzela - Dog Wins

Semelhanças

Um dos filmes mais legais e sensíveis dos últimos tempos: Away we go. Em português do Brasil, Distante nós vamos. (graças a uma imbecilidade e à ferrugem no trato, na hora errei mentalmente na tradução do título em inglês, mas agora vejo que algo como "A gente vai longe" talvez não ficasse de todo ruim).
É um road movie indie do Sam Mendes. Um casal duro de grana se descobre grávido e, sem raízes ou vínculos, viajam para descobrir o melhor lugar para começarem um lar.

Desde Miss Little Sunshine não via um filme tão bom. E um dos protagonistas consiste num sujeito esquisito: pacato, tranqüilo, meio nerd, meio cool, meio sem-noção e muito bem-humorado.

Me identifiquei de cara.

Uma crítica aqui.

Red alert

Depois de torcer de camarote pelos Estados Unidos e pela Inglaterra, Mick Jagger irá hoje ao estádio torcer pelo Brasil contra o Chile.

Beware, green-yellow folks: there is a "frozen foot" around.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Copitacos 2ª fase

Uruguai x Coréia do Sul
Uruguai; fácil, se jogar com denodo; difícil, se tiver uma recaída daqueles longos anos de covardia.

Estados Unidos x Gana
Estados Unidos. Menos categoria mas, curiosamente, tem mais fibra que uma seleção chamada Gana.

Holanda x Eslováquia
Holanda, um dos times mais perigosos e difíceis de se vencer desta Copa.

Argentina x México
Messi.

Inglaterra e Alemanha
Parelho, parelho. Cheiro de pênaltis. Enfim, tudo vai depender de quem sabe jogar bola: Rooney e Gerrard, pela Inglaterra, ou, pela Alemanha, Ozil e aquele Schw... Shwaz... aquele primo do Xuazenéguer.

Paraguai x Japão
Depois que os japoneses aprenderam a fazer gol de falta com o Zico...

Conjecturas:
Portugal x Chile
Surpresa: Chile.

Portugal x Suíça
Duro de assistir, mas passa Portugal.

Portugal x Espanha
Espanha.

Brasil x Chile
Bielsa, hmmmm... Aperto, mas é nóis.

Brasil x Suíça
Dá cuíca.

Brasil x Espanha
Dá olé.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Copitacos

Incrível: o gol que o nigeriano Yakubu perdeu ontem só o Muriqui perderia.

EquivoKakado: talvez Juca não devesse ter comparado a lesão do Kaká com a do Guga, pois é um juízo baseado em opiniões médicas controversas e suposições. Não é factível. Mas, como jornalista, acho que deveria dar a informação sim, de que o bicho tá jogando com dor, no sacrifício. E Kaká não tem nada que confundir as cousas, botando religião no meio.

Lamentável: Domenech deixar o cargo de técnico da França. Deveria ficar lá para sempre.

Radiante: Messi (até aqui o maior candidato a craque do mundial) ainda não ter feito gol porque, uma hora a bola entra e aí resta a questão: contra quem?

Preocupante: um olho na Espanha. O outro tambiém.

Estiloso: o figurino de Maradona durante as partidas. Parece aqueles vilões de enlatados de ação dos anos 80, sempre um chefão do narcotráfico, normalmente porto-riquenho, mexicano ou colombiano, cheio de capangas e que sempre sequestravam as mocinhas. Mas se o visual é de filme B, o intérprete bufão é classe A: vai ser diva dramática assim lá numa ópera no Cólon, ó Dom Diego.


terça-feira, 22 de junho de 2010

Dunga em UM DIA DE FÚRIA!

É tudo bobagem, mas a parte que dá pra rir é a partir do momento que o bicho pega a Uzi.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Copitacos

Sacanagem a garfada sobre os Estados Unidos contra os eslovenos.

França sem Zizou sifou.

Não é caso ainda de desistir da Espanha. E se ela se reerguer, e o Brasil pegá-la nas oitavas, hmmmmm...mau, mau.

México e Uruguai: um dilema para os dois. Jogo de compadritos ou a vontade de vencer pra evitar a Argentina?

Messi ainda não fez gol, mas foi essencial pro time nas duas vitórias. É quem tem tentado também fazer o diferente, o dono dos melhores (e poucos) lances do Mundial até agora.

O fanfarrão Maradona sempre foi um personagem, não?

Há um ritmo de tango no ar. Lembro o Leo outro dia: Toda Copa, Rubão fala que dessa feita a Argentina leva. Uma hora ele acerta.

Mas bem poderia ficar contente em errar outra vez.
* * *

Obra, nem comento: é uma sorveteria cheia de dissabores. Se quiser, dá pra provar um diferente por dia. Você toma e o pior é que ainda estão sempre a te tirar uma casquinha.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Ele, outra vez


Jotapê ataca novamente, ateando paixões por onde passa. Contam que a fila de candidatas a sogra e suas respectivas filhotas dobra as depauperadas esquinas de Teófilo Otoni. Quando sai de casa com os pais, Jotapê não passeia, entra em exposição.

Penso em deixar de ser publiciotário para ser seu agente. E onde estão os reclames de fraldas quando mais precisamos?

Posso fazer o comercial do Uno no lugar daquele mala?


Comigo no time ia ser uns 4 a 1, pro gol chuto até de bico.


"Pantera, te quiero". É pra dizer assim mesmo, tio?