
Coetzee, Bolaños, Koetler e Auster. Parece escalação de zaga, mas são estes os escritores titulares do Cabeceira Futebol Clube.

Eu realmente deveria aprender a ficar calado quando o assunto é Copa.
Todas as minhas previsões foram por cerveja abaixo.
Pois futebol é o palco preferido para os caprichos e sortilégios de gênios ocultos, como Acaso da Silva, Imponderável de Oliveira e Sobrenatural de Almeida.
Errei todos os placares, Messi não foi tão decisivo como se esperava e, ademais, quem poderia imaginar que Uruguai chegaria tão longe, os fiascos italiano e francês, e que a Alemanha seria isso tudo? Ninguém, exceto talvez o tal polvo vidente.
O exercício da previsão é sempre uma tentativa de puxar o fio certo de uma trama de possibilidades, mas é triste lembrar que a única coisa que os indivíduos de todas as nações previram, e acertaram, foi a expulsão do Felipe Melo.
Essa barbada, é óbvio, nenhuma casa de apostas do mundo topou bancar. Em outras palavras: isso prova mais uma vez que não há nada de mais confiável do que a idiotia. Diferente das previsões, a idiotia é infalível.
Acusados de crimes vão ao evento
Odilon Rios
Entre deputados acusados de assassinato e de corrupção, o senador Fernando Collor (PTB) se lançou ontem candidato ao governo de Alagoas prometendo "pulso firme" na segurança pública e no combate à violência.
— Dou recado aos bandidecos de merda: que saiam de Alagoas, ou vão sentir a minha mão mais pesada, que vai cair sobre eles. Vocês vão deixar a sociedade alagoana em paz — disse Collor, ao lado dos deputados Cícero Ferro (PMN) e João Beltrão (PMN), que já foram presos, acusados de pistolagem e respondem por formação de quadrilha, peculato, lavagem de dinheiro, crime contra o sistema financeiro e o desvio de R$ 300 milhões da folha de pagamento da Assembleia Legislativa.
Outro deputado ao lado de Collor, Marcelo Victor (PMN) é acusado de agredir um funcionário da companhia de energia de Alagoas que descobriu um "gato" (roubo de energia) na casa do parlamntar. O deputado Francisco Tenório (PMN) é acusado de desviar dinheiro da Assembleia Legislativa.
Collor não lançou chapa completa. Anunciou um nome ao Senado, o empresário e integrante do conselho editorial da Gazeta de Alagoas, jornal da família Collor de Mello, Álvaro Vasconcelos. A segunda vaga não está preenchida.
Collor concorre contra o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB), que tenta a reeleição, e o ex-governador Ronaldo Lessa (PDT), ameçado de não disputar por causa da Lei da Ficha Limpa.


