Boêmios no divã

“De repente, no meio dessa desarrumação feroz da vida urbana, dá na gente um sonho de simplicidade. Precisamos de uma casa, comida, uma simples mulher, que mais? Que se possa andar limpo e não ter fome, nem sede, nem frio. Mas por que, para que, essa eterna curiosidade, essa fome de outros corpos e outras almas?"

Nome: Rubão
Local: Belo Horizonte, Minas Gerais, Brazil

Errante, publicitário, jornalista.

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Computador nas costas

Veiera é isso. Há duas semanas, nem fui trabalhar. Fiquei à base de analgésicos e me recuperei. Achei que a crise tinha passado, mas há dois dias estou meio travado, pescoço doendo, dores musculares, o diabo. Só com remedinho mesmo pra tolerar. O pessoal aqui na NETi ficou zoando, dizendo que é nisso que dá ficar dando beijinho pra trás. Ha.

Fui ao médico ontem. Ele diz que isso é comum, uma síndrome nun-sei-lá-das-quantas, a maior parte dos atendimentos dele era em decorrência disso. A causa, pelo que entendi, é de fundo emocional, estresse. Manifesta-se ou em forma de úlcera ou em nódulos musculares na região do trapézio e pescoço - o meu caso.

Voltei para o trabalho e fui imediatamente à sala do chefe, desafiá-lo: - "Sabe o que o médico falou que vai curar essas dores?". Fez que não. Continuei: - "Férias e aumento de salário". Não se fez de rogado: "- Então, lamento dizer que seu caso é terminal".

Pobricitário é isso: só levando nas costas.

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