Boêmios no divã

“De repente, no meio dessa desarrumação feroz da vida urbana, dá na gente um sonho de simplicidade. Precisamos de uma casa, comida, uma simples mulher, que mais? Que se possa andar limpo e não ter fome, nem sede, nem frio. Mas por que, para que, essa eterna curiosidade, essa fome de outros corpos e outras almas?"

Nome: Rubão
Local: Belo Horizonte, Minas Gerais, Brazil

Errante, publicitário, jornalista.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

O riso sob censura

Parte da família da minha mãe tá sofrendo muito com a morte iminente de um parente próximo. De repente, fica complicado chamar os amigos para reuniãozinha de comemoração de casa nova. É quase como se qualquer manifestação de alegria fosse proibida ou carregada de uma culpa lá de dentro, lá no fundo. Nesses últimos dias, várias vezes surpreendi meu sorriso quietando no meio do caminho.

É tão contraditório que às vezes também a gente se pega fazendo coisinhas banais pra não pensar na coisa toda. Arrumando dívidas e preocupações tolas que podem soar como sinais de indiferença, futilidade e até desrespeito. Mas, de alguma maneira, esse tipo de escape me parece compreensível. Será condenável?

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