Boêmios no divã

“De repente, no meio dessa desarrumação feroz da vida urbana, dá na gente um sonho de simplicidade. Precisamos de uma casa, comida, uma simples mulher, que mais? Que se possa andar limpo e não ter fome, nem sede, nem frio. Mas por que, para que, essa eterna curiosidade, essa fome de outros corpos e outras almas?"

Nome: Rubão
Local: Belo Horizonte, Minas Gerais, Brazil

Errante, publicitário, jornalista.

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Ê, boca!

Ha. Precisei fazer uma raspagem na gengiva ontem, por razões estéticas. Pra ajudar na cicatrização, eles colocam na sua boca uma massinha, que depois endurece deixando a impressão de que existe um grande chiclete velho grudado em seus dentes. Uma beleza. Por sete dias.

Sem querer, o título do último post foi profético.

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O pior é que ando me sentindo na obrigação de explicar isso a qualquer ser vivente. No trabalho, nem se fala, mas, hoje, na oficina, no cartório, na secretaria do clube e na rua quando me pediram informação, antes de entrar no assunto, minhas palavras iniciais têm sido "Tudo bem? Repare não (aí é que todo mundo repara), fiz raspagem da gengiva ontem e colocaram um chiclete véio pra proteger. Sim, a Rio de Janeiro é a próxima à direita..."

Tem hora que não faz mal ficar de boca fechada.

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