quarta-feira, 4 de junho de 2008


Brunão: é hoje!

Cuidado com o Palermo
Esse só tem nome e cara de bobo. Entretanto, se a partida for para os pênaltis, o Flu joga com um batedor a mais.

Grudem no rabinho do Palacios
Como assim, até agora ninguém provocou a expulsão desse sujeito puxando aquele rabinho-de-cavalo ridículo? Hoje é uma excelente ocasião.

Não deixem Riquelme respirar
Com esse aí vale tudo: pregador de roupa no nariz, espartilho, soltar peido alemão no calção dele, assoprar rapé na fuça.

No mais: ao ataque, Fluzão!

Sambando em ovos

Uma vocifera ao telefone com um pobre e desconhecido coitado; outra resmunga disso e daquilo ao meu lado e a primeira, assim que cheguei, já me passou um job avisando: "Estou de péssimo humor".

Por algum alinhamento cósmico-planetário, das cinco colegas aqui no estúdio, três estão de ovo virado.

Jogo de cintura, muito molejo, manobras de esquivamento, solicitude e sorrisos.

Sobrevivi até agora, mas o dia é longo.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Blogar é...

É meio complicado escrever com o chefe de butuca passando toda hora atrás de você: escrever rapidinho no intervalo espremido entre aquele raciocínio que agora já lhe fugiu e o retorno apressado do indigitado a vigiar no monitor os passos das suas mãos.

Às vezes, é desesperante. Você está a escrever algo, na sua (minha) opinião, formidável, e aí escuta o clap-clap daquele trote ansioso adentrando o estúdio e então tem de parar e clicar correndo no outlook express para verificar e-mails. Ou pegar a caneta e botar a máscara de pensador, “por favor não me interrompa, estou no momento decifrando questões profundamente existenciais nesse job, feito o quê apresentarei soluções criativíssimas que vão render horrores para nós e para o cliente”.

Pior é quando o bicho surge de sorrate atrás de você e te dá um flagrante (como acabou de acontecer). Aí continua sua vigília quinzenal (a cada quinze segundos, juro que não invento) pelos computadores de cada um no estúdio, falando ou não ao telefone.

O danado é que o homem não diz nada. Tenho a impressão de que ele me flagra e permanece alguns momentos atrás de mim, momentos que parecem eternos e durante os quais não tenho coragem de me virar. Nada é dito e o bicho segue sua ronda.

Gente, esse homem não trabalha? Né possível! Não tem nada melhor para fazer do que ficar nos fiscalizando para ver se cumprimos com nossas obrigações?

Vem ao caso se estou com serviço ou não por fazer? Vem (por acaso, minha pauta está vazia nesse instante). Na verdade, eu não deveria me dedicar menos ao serviço do que ao blog. Mas é que escrevo apressado, os posts saem sem buril, e eu realmente gostaria de tentar fazer melhor.

Queria continuar e esclarecer detalhadamente meus pontos-de-vista, mas, por falar nisso, já vejo no meu rabo de olho um espectro se aproximar...

doo-wop

Som bom e letra idiota. Como posso resistir?
Adoro o gênero, cara!
Botão esquerdo do mouse e tecla shift: http://br.youtube.com/watch?v=DxWcElRHBZI
Quem güentá, que ouva!

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Astonishing

"Everything is so fragile.

There´s so much conflit, so much pain...

You keep waiting for the dust settle and then you realize this is it:



The dust is your life going on.



If happy comes along, that weird, unbearable delight that´s actual happy...

I think you have to grab it while you can.

You take what you can get.

Cause it´s here, and then...



Gone".

Planos

“Mais uma vez o dia chega Em minha vida”
ZB

* * *

Hoje um bicho veio me oferecer seguro de vida. Incríveis duas coisas: a sincronicidade com a zona documental/financeira que é meu dia-a-dia e, mais ainda, com uma necessidade profunda e crescente de organização. De menos discurso e mais ação.

Hoje mesmo M. tinha analisado um sonho antigo e recorrente em que meu carro é roubado como um temor inconsciente de insegurança profissional, de perder minha identidade e independência.

Protestei. Exagero carro representar isso tudo, sobretudo pra mim. Perguntei se ela andava lendo o almanaque dos sonhos. Depois, fiquei meio calado.

Em uma de suas cartas a Lucílio, Sêneca disse que devia-se importar mais em viver bem do que em viver muito. Seria interessante ouvir a opinião das prestadoras de planos de saúde e das seguradoras a respeito: até que ponto concordariam? Em que medida objetariam?

Mas o cara da Prudential me fez tanta pergunta para qual não tenho resposta e ainda não saberia responder que... "Você quer trocar de apartamento? Qual valor, 200, 300 mil? Em quanto tempo? Sítio? Daqui a cinco, dez, 20, 25 anos? Quando se pretende aposentar? E quanto quer ganhar?"

Deve ser mais fácil pra quem tem planos pra vida, sabe o que quer e como. Já eu, tenho certeza de que minha capacidade de planejamento não supera a do Cebolinha.

Saco. Alguém aí precisa de consultoria em imprevidência financeira?

Não é tão simples viver um dia de cada vez.






sexta-feira, 30 de maio de 2008

Gripe

- Alerta! Alerta! Estamos sendo atacados! Organizar as defesas do organismo! Preparar as barricadas!
- Chefe, a garganta e as fossas nasais foram tomadas. Estão todas cobertas pelo muco hediondo!
- Argh! Mas isso já era esperado. Rápido, reúna um grupo de busca para possíveis sobreviventes. Não podemos perder mais ninguém.
- Positivo, chefe!
- Ei, você! Contate as células nervosas e envie um comando para o cérebro.
- Senhor, qual a natureza da mensagem?
- Peça que enviem uma ordem para o estômago e para as células gustativas. Preciso de um trabalho em equipe aqui. Temos que aguçar o paladar para mel, chá quente, limão e gemada.
- Gemada, chefe?
- Soldado, tempos desesperados exigem medidas desesperadas. Depressa!
- Chefe! Chefe!
- Recupere o fôlego, batedor. Quantos são?
- Milhões, chefe! Milhões! Não sei ao certo. Um dos maiores exércitos que já vi!
- Qual a atual posição do inimigo?
- Marcham rumo aos pulmões, senhor. O próprio General Influenza à frente.
- Droga! Capitão Anticorpo!
- Sim, Chefe!
- Reúna todas as suas tropas! Convoque seus melhores homens! É hora de nossos rapazes mostrarem a esses FDP o que é ser anti!
- Sim, senhor!
- Chefe?
- Agora não, soldado! Estou muito ocupado!
- Más notícias.
- O quê?
- Recebemos uma mensagem do pessoal da inteligência.
- Então diga, homem! Diga!
- A máquina cerebral não está funcionando direito.
- Pois volte e diga àquela cambada de preguiçosos que se não cumprirem minhas ordens eu vou lá pessoalmente lhes chutar os traseiros!
- Não dá, chefe. Tá tudo parado! Não pensam, nem raciocinam. Sinusite!
- Raios! Eu sempre soube que o cérebro seria nosso calcanhar-de-Aquiles.
- Disseram que não conseguem emitir comandos de fome, sede, etc. E que já estão operando em sobrecarga por causa do trabalho de pós-graduação. Sobre Maquiavel!
- Por Hipócrates! Soldado, e o que faz você aí parado me olhando? Mova-se!

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Pretensiosos

Cara, como tem neguinho que realmente se acha.

Putz!

Deus me livre.

Bicho até pode saber muito, ter erudição, tal e coisa. Mas aí a vaidade de pavão e a necessidade de pingar gênio em um simples bom-dia (como diria o Nelson) estragam tudo e boicotam qualquer tentativa de simpatia.

E o cara acha que ninguém percebe o quanto ele se esforça pela pose. Seja na forma de escrever, no conteúdo do que fala, na postura ou no jeito de andar. Aliás, o cara é isso: pose.

Como dizem as meninas, mó uó.

Pra mim, os intragáveis se dividem em grupos: os perigosos e os inofensivos. Cada qual aberto às suas subcategorias.

Sabedoria é diferente de cultura que é diferente de inteligência. Três coisas distintas. Quem tem todas é felizardo. Mas quem realmente tem a primeira jamais ficaria arrotando as outras duas.

Cara, humildade é bom, conserva os dentes e mantém a mente sã.

Ctrl c + Ctrl v

Copiei do blog da Tina Lopes (tá fácil, no google) que copiou de outro blog que teve a idéia em outro blog... é a blogosfera.



Fausto Silva apresenta Goethe
FS - E agora, exatamente às dezoito horas e trinta minutos, nós vamos trazer aquele que é um grande ícone da poesia mundial! Ééé, bicho, tá pensando o quê? Não é brincadeira o que esse cara faz, não. Ele é considerado por muitos o maior poeta da história da Alemanha! Diretamente da corte de Weimar para a sua telinha, vem aí o glorioso Johann Wolfgang von Goethe aqui no "Domingão"!


(Entra JWG, um pouco assustado com a gritaria do público.)


FS - Grande garoto! Essa ferinha aqui foi quem escreveu aquela história do cara que faz um pacto com o diabo -e o cara era meu xará, é brincadeira? O Brasil todo aplaude...


JWG, timidamente - O sprich mir nicht von jener bunten Menge/ Bei deren Anblick uns der Geist entflieht...


FS (interrompendo) - Esse é o super-Goethe! Monstro sagrado da teledramaturgia alemã! Grande figura humana, tanto no pessoal quanto no profissional!


JWG - Kennst du das Land wo die Zitronen blühn?


FS - Orra, se conheço, meu. Morei cinco anos em Bebedouro...
(O poeta faz "nein-nein" com o indicador, vira-se e aponta para Caçulinha, que começa a tocar o
lied de Schubert. JWG, na sua melhor voz de Dietrich Fischer-Dieskau, manda ver:)


JWG - "Kennst du das Land, wo die Zitronen blühn/Im dunkeln Laub die Gold-Orangen glühn..."


FS - Ô loco! Concertos pra juventude, galera! Quem sabe faz ao vivo!

Gerenciando o dia-a-dia

Dez situações que requerem minha atenção imediata
1.Curar a gripe
2.Cortar cabelo
3.Limpar a cozinha
4.Arrumar o quarto
5.Organizar documentos espalhados pela casa
6.Pagar o condomínio
7.Coletar informações para o IRPF 2009
8.Fazer trabalho final de uma disciplina da pós-graduação
9.Limpar o carro
10.Juntar e guardar as roupas limpas; lavar as sujas

Dez maneiras de postergar situações que requerem minha atenção imediata
1.Continuar bebendo como um gambá
2.Virar EMO e não importar mais com a aparência
3.Almoçar na casa da mãe e lanchar na da namorada o máximo possível
4.Chegar em casa só para dormir (e não acender as luzes)
5.Continuar imaginando que um dia vai ter secretária
6.Fingir de égua até ser cobrado pelo síndico
7.Há pelo menos 11 meses pra fazer isso
8.Deixar tudo na cacunda do colega do grupo
9.Esperar o fim de semana, quando aí vai “ter tempo”
10.Comprar roupas novas e impedir que qualquer pessoa me visite

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Decálogo

João Ubaldo não vai ficar bravo se reproduzir o finalzinho do seu livro "Política" aqui neste espaço. Gosto muito desse decálogo; gostaria é de segui-lo com maior dedicação e freqüência. Vale para tudo quanto há.

Dez bons conselhos de meu pai a cidadãos honestos e prestantes
"Meu pai nunca me deu estes conselhos da forma sistematizada que está aí. Mas deu todos, inclusive mostrando como era que se fazia. Acho que ele não se incomoda que eu os passe adiante, pois ele também tem muita consciência política.

I - Não seja tutelado
Não permita que as pessoas resolvam as coisas por você, por mais que o problema seja chato de enfrentar.Não finja que acredita em nada do que não acredita, não deixe que lhe imponham uma opinião que você está vendo que não pode ser sua.

II - Não seja colonizado
Tenha orgulho de sua herança, não seja subserviente com o estrangeiro, não se ache inferior. Coma o que gostar, fale como gostar, vista-se como gostar - seja como seu povo, não seja macaco.

III - Não seja calado
Seja calado só por educação, até o ponto que isto não o prejudicar. Se prejudicar, só cale a boca quando deixar de prejudicar. Não seja insolente e não tolere a insolência.

IV - Não seja ignorante
Não ser ignorante é um dos mais sagrados direitos que você tem e, se você não usa voluntariamente esse direito, merece tudo o que de adverso lhe acontece. Se você sabe fazer bem o seu trabalho e conduzir corretamente sua vida, você não é ignorante. Mas, se recusar todas as oportunidades possíveis para aprender, você é. Se lhe negam o direito a não ser ignorante, você tem o direito de se rebelar contra qualquer autoridade.

V - Não seja submisso
Reconheça suas faltas, mas não se humilhe. Não existe razão na natureza que diga que você tem de ser submisso a qualquer pessoa. Toda tentativa de submete-lo é muitíssimo grave.

VI - Não seja indiferente
Ser indiferente em relação ao semelhante ou ao que nos rodeia, quer você seja religioso ou não, é um dos maiores pecados que existem, porque é um pecado contra nós mesmos, um suicídio.

VII - Não seja amargo
As coisas acontecem, aconteceram, ficam acontecidas. Se você for amargo, essas coisas continuam acontecendo. Construa sempre.

VIII - Não seja intolerante
Alegre-se com a diversidade humana. Procure honestamente entender os outros. Só não seja tolerante com os inimigos conscientes e comprometidos com o seu fim.

IX - Não seja medroso
Todo mundo tem medo, mas a pessoa não pode ser medrosa. Para viver e fazer, é necessário manter uma coragem constante e acesa. Isto consiste em vencer a própria pequenez e é um dever e uma obrigação para com nós mesmos.

X - Não seja burro
Sim, não seja burro. Normalmente, quando você está infeliz, você está sendo burro. Quando você está sendo explorado, você é sempre infeliz.

Poetadas

M. levantou a bola no Mesa de Bar. Corto pra cravar bem minha posição: Nunca - nunca - me achei poeta. Nem ruim, nem bom: não sou do time. E quando entro nessas quadras, arre: é como você combinar um bloqueio na saída de rede com o Nelson Ned.

Falta-me estatura para fazer poesia.

Mas, ó sina! Ó musas! Cubram-me com a carapuça: não é de ontem que me dá na veneta fazer riminhas e juntar versinhos - os mais infames possíveis!!! Dessas falíveis mãos não saem uma jornada nas estrelas, uma viagem ao fundo do mar. Só bola fora.

Pra fazer poesia, precisa ter talento. Isso todo mundo saca.

Mas, pra ser cara-de-pau, basta não ter vergonha. Sacou?

terça-feira, 27 de maio de 2008

Cartão de visitas

Chamai-de de Rubens ou Rubão
Dissílabos talhados com o cinzel
Compartilhando mente e coração
O epíteto, intrépido como corcel
O nome, legítimo desd’a certidão
Chamai-me, pois, não de Ismael
Nem Moby, nem Dick, ó capitão.

Figurinhas - Extended Pack Deluxe


Bruno Perpétuo


Meg Marques


Douglinha




Amilton


Leozinho





Rodrigão

Vitória-régia

Em meio ao rio de lama dos políticos e das megacorporações, do aviltamento dos valores, das empresas degradando o meio e o homem, eis uma iniciativa interessante entre iniciativa privada e poder público.


Todos os descontos dados ("faz pra aparecer", "é só por obrigação","ninguém faz nada de graça" e outros saudáveis ceticismos), me parece, pelo menos à luz da superfície, uma pequenina vitória.