terça-feira, 13 de maio de 2008

Figurinhas carimbadas do meu álbum de vida

Meg Marques


Idade: desconhecida
Altura: <1,70
Peso: sílfide
Categoria: bailarina
Posição Política: coalinha escalador
Ama: livros, ecologia e Dança dos Famosos
Odeia: galinhas e empresas poluidoras
Slogan: Gato, eu sempre tenho razão


Pé na tábua

Vou dizer o óbvio, mas hoje fiquei pensando que a gente tem que tocar a vida como se dirigisse numa auto-estrada: o que importa é daqui pra frente. O presente e o futuro do presente. O passado, não. Sua importância é relativa. Já experimentou dirigir só de olho no retrovisor? Todo mundo sabe o que acontece: sem olhar pra frente, você bate. Desvia do caminho. Sai da estrada. Também não é o caso de dirigir sem a referência do retrovisor, nunca. Você precisa dele às vezes pra dar uma olhadela por onde passou, pra não ser atropelado pelo que vem de lá de trás, pra muitas vezes ceder lugar e dar passagem a certos sentimentos. Pra deixar essas coisas irem.

Eu tenho muitos problemas nesse sentido. Sinto que alguns comportamentos se repetem. Como se eu buscasse inconscientemente no retrovisor alguma coisa a me perseguir ou estivesse sempre preocupado e receoso, a esperar algum enguiço na rebimboca. De um jeito ou de outro, você não curte a viagem.

Percebi, despertando de um sonho ruim às 4h30, que só vai dar pra ser feliz se a gente deixar medos e recalques no lugar onde eles devem ficar: ultrapassados e esquecidos. Lá atrás, a quilômetros de distância, muito depois daquela curva onde, agora, nada mais se vê.

Fé em Deus, pé na tábua. E veja que paisagem.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Figurinhas carimbadas do meu álbum de vida


Douglinha



Idade: indeterminada
Peso: pena
Categoria: superego
Posição política: Ala esquerda, mas volta pra fechar o meio
Ama: Atlético Mineiro, psicologia, axé music
Odeia: Raposas
Slogan: Titio, tô cortando na alta

Bancos

Cara, o que aconteceu com os bancos hoje? Sei que dia 10 venceu, mas, caramba! Tudo lotado, filas centopéicas! Paguei boleto no BH xópein, duas contas no Unibanco (até nos eletrocaixas tinha fila), mas fui a dois Bradescos sem êxito. O horário de almoço estourou, o juro aumentou, o débito da conta vencida também.

I'l be back.

Figurinhas carimbadas do meu álbum de vida

Rodrigão


Idade: 30
Altura: > 1,80m
Categoria: peso pesado
Posição Política: sentado ou deitado
Ama: automóveis
Odeia: verduras e legumes
Slogan: Bão tamém, meu benzim

A hora do espanto

Cheguei à agência nesta segunda-feira às 7h29 am. Verdadeiro recorde pessoal. Alvoroço geral. Corre-corre. Me tomaram o pulso. Perguntaram se adoeci. Se estava passando mal. Se tinha ido doar sangue. Se alguma coisa havia acontecido. Acúmulo de trabalho? Acidente? Tudo bem com a família? Errou a hora do despertador? Se eu não queria voltar pra casa para descansar, pois decerto não estava nas minhas faculdades normais.

Não me inveje. Trabalhei duro para construir essa reputação.

domingo, 11 de maio de 2008

Mater day

Curioso, como passa o tempo e a pindaíba continua a mesma! Não estou disposto a entrar no papo mercadológico da data, no lado comercial da coisa toda, na absorção cultural meio oca à qual diariamente se vive e na possibilidade de eventualmente capitular nesta batalha entre sua razão e a consciência contra a coalizão comportamentos adquiridos e apelo sentimental.

Mas, enfim, mais um Dia das Mães e, digam o que quiserem - bobeira, alienação, complexo de culpa ou qualquer síndrome aí com nome de grego - todo ano fica a sensação de que ainda não foi possível dar tudo o que se poderia dar à mãe e às outras mães de nossas relações. Retribuição. Mais emocional do que economicamente falando, claro.

Ma vem cá, também não é muito bom fazer feliz alguém que você gosta com um presente bacana? Como se isto pudesse representar a materialização, ainda que parte ínfima, daquele sentimento especial que você nutre?

De qualquer maneira, já dizia o Maria, "cada um dá o que tem". Então foi assim:

À vovó e à tia: a saudação em um telefonema.
Mãe e Terezinha: o abraço e a alegria de compartilhar a mesma mesa e mais um momento juntos.
Às outras: um pensamento terno, um carinho que não se transformou em telefonema, carta, e-mail ou palavras.
À D. Zezinha: o recado de um beijinho.
À namorada: café-da-manhã de padaria e um vasinho de plantinha carnívora (descartei rosas, arranjos florais e ramalhetes que tais: depois que a gerente se queixou das homenagens pasteurizadas que rolam no Dia das Mães, resolvi radicalizar).

Mamães: fica aí então minha admiração e ternura. Aquela semana inteira all inclusive no Resort 5 estrelas em Búzios, fica pro ano que vem. Dou palavra e hei de cumprir. Dêem tempo ao tempo, as coisas mudam.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Bobagem

- Olha, amor. Nem marca nada. Neste findi tem casamento.

- De fato?

- Hum-hum. Daquela vagabunda, lembra? A Fulana. Da minha sala de pós-graduação. Casando com o Sicrano.

- De feto?

- Nesses casos, nunca se sabe. Sabia que eles se conheceram numa apresentação de teatro?

- Do FIT?

- Foi. Vem cá: você conhece a Fulana?

- De foto.

- E o Sicrano? A turma não se reunia às segundas pra praticar esporte na quadra do bairro? Vocês eram parceiros...

- De fut.

Hai-kai besta (para biólogos)

Não transa porque não quer
Só pode ser um bdelóide
É ou num é?

Isso teria nexo?
É ser um debilóide
Poder ter e dispensar sexo?

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Bienal do Livro

Mais um serviço sóciocultural Boêmios no Divã.

"Bienal do Livro de Minas - Onze dias de evento, mais de 80 autores presentes, 33 sessões literárias - divididas entre o Café Literário e a Arena Jovem -, 130 expositores, além de uma série de homenagens, lançamentos de livros, exposições e atrações infantis. Este é o universo que vai tomar conta de Belo Horizonte entre os dias 15 e 25 de maio, durante a Bienal do Livro de Minas, que acontece no Expominas.

Outro destaque é a mesa "Machado de Assis é o Brasil Urbano e Guimarães Rosa o Brasil Rural?". Donos de um estilo literário muito particular, os dois autores serão lembrados pela Bienal."

É isso. Para saber mais, compareça aqui. E para saber muito mais, vá ao evento.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Urgente: Holiday on Ice

Caríssimos cinco leitores do blog: acabei de ganhar numa promoção da Rádio Alterosa um par de ingressos para o Holiday on Ice no Mineirinho amanhã, quinta-feira. Só que preciso trocar os ingressos para a apresentação de domingo, pois é quando a patroa e as meninas pretendem ir.

Sei que é difícil, mas se souberem de gente interessada em ir amanhã, me avisem. Agradecido.

terça-feira, 6 de maio de 2008

Velejo

Juju Motoca, a mais velha das minhas irmãs e seu noivo já acertaram a data: 10 de julho de 2009. É o que conta Mãe, ao telefone, entre outras providências e urgências que tais. Digo pouco, ou digo nada, concordo com tudo e a ligação se desfaz.

Paro um pouquinho e fico pensando no que é o casamento, no que significa. Outro dia li a jornalista Leila Ferreira contando que ela é melhor ex-esposa do que esposa, que continua vendo o ex, e a relação deles foge aos rótulos tradicionais (embora tenha sentido no texto uma insegurançazinha dela). A bem-sucedida publicitária Cristiana Guerra também havia optado por uma relação semelhante, casas separadas, agendas distintas, quando o companheiro ainda era vivo e o filho não tinha nascido. Leila, que eu saiba, não tem filhos.

Há mais exemplos por aí, certamente.

Será tendência ou modismo? O formato de casamento, em sua métrica tradicional, está sob risco de ruptura? São estes sinais de uma fórmula gasta, incapaz de solucionar a complexa equação que é viver a dois? E, indo além, será que o molde que conhecemos foi solução algum dia? Se cada caso é um caso, em que termos se pode classificar seu êxito: quantitativos - por tempo de duração - ou qualitativos - infinito enquanto duro?

Não conseguiria julgar um e outro modelo como melhor ou pior, por mais sinais de força, resistência, obsolescência ou contemporaneidade que manifestem.

Posso me equivocar, mas desconfio de que a existência de pequenos no relacionamento exerce um fator considerável na decisão do casal de viver embaixo do mesmo teto. A presença de um homem e uma mulher (ou quem quer que faça esse papel hoje em dia) me sugere, por mais utopia ou lugar-comum que pareça, que ajuda a criar um certo clima de equilíbrio dentro de casa. Claro que os perigos que rondam a convivência são enormes: desgaste, intolerância, rotina. Mas os ganhos também não são menores: os pequenos grandes momentos de vida que se compartilha, o um por todos e todos por um e, claro, segurança.

Por contingências que pouco me dizem respeito e às quais nem querendo teria controle, tive Pai deixando minha casa quando tinha dez anos de idade. Pô, fez uma falta que nem dá pra imaginar. Mas, Mãe sempre segurou a barra com uma valentia danada, e, ainda assim, a despeito de tudo que vivi, não é essa vicissitude que há de me resgatar definitivamente do mar de dúvidas sobre casamento, união, o fado de se ser sozinho junto ou separado e a felicidade de se ter alguém para esquentar os pés debaixo do cobertor ou passar a pasta na escova de dentes.

Velejemos, então, já que nesse ínterim não se avista terra firme. Vamos seguir a jornada sobrevoando as ondas porque falta de certeza também nunca foi motivo pra ninguém ficar parado. Mesmo que percorramos mares nunca dante navegados.

Vai, Ju, velejar com coragem, que meu amor fraterno seguirá você além da linha entre o céu e o mar.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Na pinda

A coisa tá periclitante. Colegas de trabalho trocam e-mails para fazer um rega-bofinho, um convescote de pastéis, sandubas e refris para o produtor aniversariante. Minha resposta:
- Acho que a gente pode fazer depois, durante a semana. Tá sobrando abril no meu maio.

Ninguém declarou mais nada. E não houve protestos.

Dúvidas

'Ronaldo desabafa: 'Sou totalmente heterossexual'.

Dúvida: é possível ser meio heterossexual, meio calabresa?

Sem dúvida: bola fora do Ronaldo. Ou bola dentro, não sei bem.

Mais filmes



Já está no ar o novo trailer do Indiana Jones. Estréia 22 deste mês. Embora o título - IJ e o Reino da Caveira de Cristal - lembre mais uma produção da Xuxa Filmes, tô de dedos cruzados para que seja uma história divertida e que corresponda à alta expectativa.

A propósito: quem é que não gosta do Dr. Jones?

Acesse o trailer 2 aqui.


Filmes do fim de semana

Morte no Funeral: imaginei que seria na linha de Quatro Casamentos. Mas o filme é pastelão ao extremo, piadas bobas e repetitivas, um saco. Aí, no auge da escatologia, quando um sujeito mostra os dedos lambrecados de merda, achei o momento sintético e parei de assistir - a semelhança entre a cena e minha opinião sobre tudo o que eu havia visto até então era grande demais para se ignorar. Devolvi o dvd com o pesar de ter sido enganado.

Um convidado bem trapalhão: recomendado pelos amigos, vi (ou revi?) este pastelão clássico com o Peter Sellers. Depois das cenas iniciais - o corneteiro do exército que se recusa a morrer durante as filmagens e a perda do sapato branco na entrada da festa - rir foi ficando cada vez mais difícil e, dormir, cada vez mais fácil. Parece que aquele humor envelheceu. Se a infância é uma festa, os filmes que pertencem a ela devem por lá permanecer sem serem incomodados. Melhor não dar uma de penetra.

Sonho de Cassandra: peraí, moçada, foi realmente o Woody Allen que dirigiu este filme? Tudo bem: qualquer cara, consagrado ou não, tem o direito de fazer o que lhe der na telha, mesmo abandonar o estilo de direção e roteiro que lhe distinguem a trajetória. O problema foi o resultado ruim. Seco, chato, arrastado, previsível - quase um pesadelo.

Little Miss Sunshine: vi-o novamente, sensacional. Sutil, inteligente, bem-humorado, sensível - um dos melhores filmes dos últimos 2 anos, em meio à modorra geral. E no fim tem uma moral pró-família bacana, sem no entanto cair na pieguice. Foi bom refazer aquela viagem, salvou a sessão do fim de semana.

Em tempo 1: não fui ao museu, o horário de funcionamento havia expirado. Fica pra próxima.

Em tempo 2: Carlos Bianchi pode ser pizza, mas não cantor de tangos.

(atualizado)

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Superhero Movie e Tom Cruise

Parece que no tal filme "Super-herói", que satiriza o gênero (o herói do filme é o "Dragon Fly", paródia do Homem-Aranha), tem esse bicho aí tirando sarro das birutices do Tom Cruise. Hahaha!

Na cama

Trabalhar sexta entre um feriado e um sábado...

Não quero calma. Não quero carma. Não quero marca. Não quero maca. Só quero cama.

Cama. Eu deveria estar na cama.

Cama-cama-cama-cama-cama-cama-cama-cama.